De vilão da NBA a herói da Olimpíada, Durant se firma como gigante nos EUA
Da estreia contra a China até a final contra a Sérvia, entre enterradas, bandejas, arremessos certeiros e lances livres, Kevin Durant colocou a bola dentro da cesta 78 vezes na Arena Carioca 1. Em cada uma delas, uma mensagem clara: é ele, o camisa 5 da seleção americana, o ala de 2,05m, o sujeito de expressão tranquilona, é ele o maior jogador de basquete a passear em solo carioca neste mês de agosto. Tudo bem que não precisava ter sambado na cara dos mortais com aquele segundo quarto obsceno na decisão deste domingo. Foi só um ponto de exclamação. Para quem pegou o avião rumo ao Rio com fama de vilão da NBA, após a polêmica transferência para o Golden State Warriors, Durant reforçou seu status de herói olímpico, com o segundo ouro e um punhado de atuações para deixar claro quem é que manda no basquete internacional.
- Eu só tentei me concentrar sempre em volta do basquete. Eu amo tanto esse jogo. Comecei a jogar porque era uma diversão para mim. E não posso deixar ninguém roubar minha diversão. Isso pula para outro nível quando posso jogar ao lado desses grandes atletas e sob o comando do Coach K. Eu sabia que, se me concentrasse nisso, todo o barulho vindo de fora ficaria bem baixinho. Ninguém vai roubar minha diversão, cara - afirmou Durant ao responder a pergunta do GloboEsporte.com na entrevista coletiva após o título, sobre a mudança de foco das críticas na pós-temporada da NBA para a glória olímpica.
Durant não deixaria o ouro escapar no domingo. O primeiro quarto contra a Sérvia teimou em ficar equilibrado. Para os Estados Unidos, era preciso destruir aquele placar apertado o quanto antes para evitar surpresas. Afinal, não foram poucos momentos de sufoco para eles ao longo da campanha. Na final, não. Com Durant, não. O ala simplesmente meteu 18 pontos no segundo período. Abriu seu cardápio de chutes de longa distância, fez o público levantar o bumbum da cadeira com enterradas espetaculares e carregou seus colegas para o intervalo com o ar blasé de quem diz: “Tá de bom tamanho para vocês?”
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Durant não deixaria o ouro escapar no domingo. O primeiro quarto contra a Sérvia teimou em ficar equilibrado. Para os Estados Unidos, era preciso destruir aquele placar apertado o quanto antes para evitar surpresas. Afinal, não foram poucos momentos de sufoco para eles ao longo da campanha. Na final, não. Com Durant, não. O ala simplesmente meteu 18 pontos no segundo período. Abriu seu cardápio de chutes de longa distância, fez o público levantar o bumbum da cadeira com enterradas espetaculares e carregou seus colegas para o intervalo com o ar blasé de quem diz: “Tá de bom tamanho para vocês?”

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