Pedido de Marina pode atrasar ações contra governo

O Ministério Público Eleitoral deu parecer contrário a um pedido protocolado pelos partidos Rede Sustentabilidade, da ex-ministra Marina Silva, PSB e PPL para ingressar como uma espécie de assistente nas ações que pedem a cassação da presidente Dilma Rousseff e de seu vice, Michel Temer, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Para a Procuradoria-Geral Eleitoral, o ingresso atrasaria mais ainda o trâmite das ações, já que os partidos poderiam por exemplo entrar com recursos ou pedidos.

Interessa ao partido de Marina ingressar como "amicus curiae" porque poderia influenciar no andamento dos pedidos de cassação de Dilma, o que tem relação direta com uma das bandeiras que ela tem defendido, que é a cassação da chapa de Dilma e seu vice Michel Temer (PMDB) e a realização de novas eleições.

"Há alguns óbices ao deferimento do pedido sob análise. O primeiro diz respeito à celeridade do processo eleitoral", diz o parecer do Ministério Público. Para o vice-procurador eleitoral Nicolao Dino, há "risco ao comprometimento da celeridade da marcha processual com a admissão de terceiros no processo".

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