Bola parada, três zagueiros, transição: o que Cuca espera ganhar com troca

Em sua próxima entrevista coletiva, que deve ser ainda na tarde desta quarta-feira, na reapresentação do Palmeiras, Cuca será questionado sobre os motivos que o levaram a pedir as contratações dos laterais Fabrício e Fabiano. Os dois chegam numa troca que levará, também por empréstimo, o lateral-direito Lucas e o meia Robinho para o Cruzeiro. Foi o técnico palmeirense quem bancou a negociação.

A substituição mais simples é a de Lucas por Fabiano, que inicialmente trocarão de lugar apenas até o fim do ano. O primeiro, em queda de produção desde o segundo semestre do ano passado, vinha sendo reserva de Jean, um volante improvisado na direita e que agora voltará a ser aproveitado no meio-campo.

Com o reforço, a ideia é aumentar a sustentação defensiva. Fabiano subiria pouco ao ataque, região que Cuca planeja ocupar com Dudu, Róger Guedes ou Erik. Eventualmente, ele seria uma espécie de terceiro zagueiro (sua posição de origem), liberando Egídio para atacar pela esquerda. Mais: com 1,88m (contra 1,70m de Jean ou 1,74m de Lucas), a marcação ganharia tamanho na bola parada.

A outra troca, questionada por grande parte da torcida, também aumenta a estatura do time (1,85m contra 1,70m) e foi baseada num pedido de Cuca. No entendimento da comissão técnica, Fabrício jogará na meia esquerda, setor em que Zé Roberto foi utilizado em alguns momentos. Numa comparação grosseira, Fabrício seria um Zé Roberto de 29 anos, com mais força física para a transição da defesa ao ataque.

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