Martinuccio vê equívoco da Ponte e justifica saída: "Meu tempo vale ouro"
Se a Ponte Preta reprovou Alejandro Martinuccio, o meia argentino também reprovou a Macaca. Em sua versão sobre a saída do clube campineiro, o jogador aponta o prazo de recuperação estipulado pelo departamento médico alvinegro, de três meses e meio a quatro meses, como fator determinante para deixar o Majestoso e buscar uma segunda opinião. Agora, sob os cuidados de Joaquim Grava, ele faz tratamento no Corinthians e espera estar de volta aos gramados em até dois meses, sem descartar defender o Timão após estar liberado para atuar.
Segundo Roberto Nishimura, chefe do departamento médico da Ponte, em entrevista na última terça-feira, quando a Ponte finalmente abriu o jogo sobre a situação de Martinuccio, o argentino não tinha condições de ser aprovado nos exames e nos testes físicos. Diante do diagnóstico, Nishimura vetou a assinatura de contrato entre as partes. Martinuccio evita criticar abertamente a posição do clube, mas não esconde que esperava uma compreensão maior.
- Eu ia ficar na Ponte, mas ainda não havia assinado o contrato. O doutor da Ponte deu um tempo de recuperação, de três meses e meio a quatro meses, e eu não concordei com isso. Achei muito tempo. Venho treinando há três meses. Era só manter o trabalho para voltar o mais rápido possível, isso foi falado quando sentei com a Ponte para conversar. Mas quando eu cheguei, me colocaram para fazer um trabalho à parte. Não concordei. Eu me sentia bem. Então, preferi, com meu empresário, procurar outra opinião. Tenho de pensar em mim, preciso voltar a jogar bola. Ele (doutor Nishimura) falou que eu ficaria fora do Paulistão. Seria um horror para mim. Meu tempo vale ouro - afirmou Martinuccio, em contato por telefone com a reportagem doGloboEsporte.com.
O meia admite que o único ponto da lesão ainda pendente é uma inflamação no joelho direito, em decorrência da retirada das hastes, em julho do ano passado. O argentino não atua oficialmente desde o fim de 2014, quando ainda vestia a camisa do Coritiba. O problema o acompanha desde meados de 2013. Devido a uma lesão nas duas tíbias, ele teve de passar por cirurgia, mas sofreu com dores desde então. A retirada das hastes aliviou o incômodo, e Martinuccio se considera clinicamente saudável. Falta, reconhece, aprimorar a parte física. Ele também nega que não tenha conseguido correr no primeiro dia de testes, conforme disse Nishimura.
Leia mais no GloboEsporte