Europa precisa fazer mais pelos refugiados, diz Ban Ki-moon na ONU
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta segunda-feira (28) durante seu discurso na abertura da 70ª Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, nos Estados Unidos, que os países europeus façam mais para ajudar os milhões de refugiados que chegam a seu território procedentes do Oriente Médio e da África.
"O sofrimento chega a novos patamares", afirmou Ban em Nova York, recordando que no mundo há 100 milhões de pessoas que precisam de assistência humanitária e 60 milhões de pessoas que se viram obrigadas a deixar seus lares ou países.
Segundo ele, os países do mundo devem demonstrar "responsabilidade" diante da atual crise de migração e de refugiados. "Eu peço que a Europa faça mais", disse Moon, acrescentando que a situação de refugiados atual nunca foi vista antes.
As agências humanitárias da ONU estão enfrentando uma grave crise diante do atual quadro dos refugiados e precisam de financiamento. "Não estamos recebendo dinheiro suficiente para salvar vidas suficientes", disse, citando Síria, Sudão e Ucrânia.
Para o secretário-geral da ONU, as pessoas precisam não apenas de ajuda de emergência, mas de "soluções duradouras". "Elas não precisam apenas ser mantidas vivas, mas precisam ter uma vida", disse.
"Devemos combater a discriminação. No século XXI, não deveríamos estar construindo cercas ou muros", disse o diplomata coreano em referência a países como a Hungria, que tem construído cercas para impedir a entrada de refugiados em seu território.
O chefe da ONU lembrou que Líbano, Jordânia e Turquia estão "acolhendo generosamente vários milhões de refugiados sírios e iraquianos, e os países em desenvolvimento continuam a receber grandes números de deslocados apesar de seus recursos limitados".
Ban reconheceu que os grandes movimentos de pessoas em diferentes regiões tocam em "assuntos complexos e levantam fortes paixões", mas ressaltou que todos os países devem se guiar por uns princípios comuns.
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"O sofrimento chega a novos patamares", afirmou Ban em Nova York, recordando que no mundo há 100 milhões de pessoas que precisam de assistência humanitária e 60 milhões de pessoas que se viram obrigadas a deixar seus lares ou países.
Segundo ele, os países do mundo devem demonstrar "responsabilidade" diante da atual crise de migração e de refugiados. "Eu peço que a Europa faça mais", disse Moon, acrescentando que a situação de refugiados atual nunca foi vista antes.
As agências humanitárias da ONU estão enfrentando uma grave crise diante do atual quadro dos refugiados e precisam de financiamento. "Não estamos recebendo dinheiro suficiente para salvar vidas suficientes", disse, citando Síria, Sudão e Ucrânia.
Para o secretário-geral da ONU, as pessoas precisam não apenas de ajuda de emergência, mas de "soluções duradouras". "Elas não precisam apenas ser mantidas vivas, mas precisam ter uma vida", disse.
"Devemos combater a discriminação. No século XXI, não deveríamos estar construindo cercas ou muros", disse o diplomata coreano em referência a países como a Hungria, que tem construído cercas para impedir a entrada de refugiados em seu território.
O chefe da ONU lembrou que Líbano, Jordânia e Turquia estão "acolhendo generosamente vários milhões de refugiados sírios e iraquianos, e os países em desenvolvimento continuam a receber grandes números de deslocados apesar de seus recursos limitados".
Ban reconheceu que os grandes movimentos de pessoas em diferentes regiões tocam em "assuntos complexos e levantam fortes paixões", mas ressaltou que todos os países devem se guiar por uns princípios comuns.
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