Justiça do Egito decreta prisão de 21 suspeitos após confrontos com a polícia


A Justiça do Oeste do Cairo ordenou, nesta terça-feira, a detenção formal de 21 pessoas suspeitas de participarem da tragédia do último domingo que resultou na morte de 19 torcedores do Zamalek, em confronto com as autoridades, antes do jogo contra o ENPPI, no Estádio Air Defense, no Cairo.

Uma fonte disse à Agência Efe que os detidos, que foram presos temporariamente no mesmo dia dos enfrentamentos, são acusados de causar motim e incitar a violência. Estas detenções formais ocorrem paralelamente às investigações da Polícia e do Serviço de Inteligência.

Segundo o Ministério do Interior egípcio, a polícia teve que intervir para evitar danos à propriedade pública depois que torcedores das duas equipes queimaram veículos oficiais e tentaram entrar no estádio a força, mesmo sem ter ingressos. A entrada era limitada a 10 mil pessoas.

A torcida organizada do tradicional Zamalek, os "Caballeros Brancos", denunciou que as autoridades cercaram os acessos ao estádio com alambrados e lançaram gás lacrimogêneo para afastar o grupo, causando desmaios e asfixia entre os torcedores.

Por causa das diferentes versões, o presidente do Egito, Abdul Fatah al Sisi, exigiu uma investigação profunda sobre o que de fato ocorreu no entorno do estádio.

Não é a primeira vez que confrontos semelhantes são registrados no país. O incidente de domingo é o mais grave desde o dia 1º de fevereiro de 2012, quando 74 pessoas morreram e 254 ficaram feridas em uma briga de torcedores do Port Said e do Al Ahly.

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