Por que PSDB ficar em cima do muro afeta as chances do partido em 2018
Foram 21 votos a favor da denúncia contra o presidente Michel Temer e 22 para barrar as investigações. A bancada do PSDB mostrou, em números, o racha dentro do partido que conta com quatro ministérios.
Segunda maior sigla da base, o PSDB foi a legenda aliada que deu, proporcionalmente, mais votos contrários a Temer. Ao orientar o voto, o líder, Ricardo Tripoli (SP), liberou os correligionários, mas afirmou que votaria contra o governo.
Os brasileiros estão cansados de tanta suspeita sobre seus representantes. E não permitir que os indícios sequer sejam investigados – e aqui falo por mim e por parte expressiva da bancada tucana – é um desserviço ao País.
O tucano disse ainda que "blindar a presidência da República das investigações só contribui para aumentar a descrença na política e para desmoralizar o Parlamento". O prosseguimento da denúncia foi rejeitado por 263 deputados.
Apesar das críticas de parte da legenda, outra ala do partido continua ao lado do peemedebista. Dois ministros tucanos: Bruno Araújo (Cidades) e Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) chegaram a se licenciar dos cargos nesta quarta-feira (2) para voltarem aos postos de deputados federais e votarem a favor de Temer.
A presença do PSDB na Esplanada, apesar da infidelidade, provocou descontentamentamento nos partidos do centrão, como PR, PP, PSD e PRB, que brigam por mais espaço dentro do governo. Eles pressionam para conquistar o Ministério das Cidades, por exemplo, considerado forte devido ao fato de suas ações alcançarem diferentes redutos eleitorais.
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