Agente de Pablo põe panos quentes em polêmica com Corinthians e crê em acerto
O empresário do zagueiro Pablo, Fernando César, tenta pôr panos quentes na polêmica com a direção do Corinthians e retomar as negociações para que o jogador permaneça no clube. Depois de ser duramente criticado por Flávio Adauto, diretor de futebol do Timão, o agente fala em esquecer o que passou e voltar a conversar em tom cordial – de preferência nesta quinta-feira.
A forma de pagamento das luvas (prêmio pela assinatura do novo contrato) é o principal entrave para a permanência do atleta no Corinthians, que já tem um acordo com o Bordeaux, da França, para a compra do atleta. A diretoria alvinegra propôs diluir o bônus ao longo dos quatro anos e meio do novo contrato de Pablo, proposta rechaçada por Fernando César. Outra sugestão do Timão foi um parcelamento em seis vezes até 2021, o que também não agradou.
Nesta entrevista ao GloboEsporte.com, o empresário de Pablo disse ser flexível e mostrou confiança num acerto. Ele também acredita que o atrito dos últimos dias com a cúpula alvinegra não irá inviabilizar a permanência do zagueiro no clube de Parque São Jorge. Confira:
Como fica a situação do Pablo no Corinthians após a polêmica dos últimos dias?
– Isso não vai atrapalhar. É importante lembrar que sou advogado e preciso preservar os interesses do meu cliente. A permanência do Pablo no Corinthians está praticamente assegurada. Concordo que as declarações, tanto as minhas como as dele (Flávio Adauto), foram em um momento de nervoso. A gente entende, já tive várias reuniões com Alessandro (Nunes, gerente de futebol) e Flávio Adauto, e todas primaram por uma cordialidade fantástica.
Você e o Pablo vão ceder para que haja um acordo?
– Eu sempre fui flexível em tudo, desde o começo, quando reduzi a pedida salarial e tudo mais. O valor das luvas está fixado desde que o Corinthians contratou o Pablo por empréstimo. Quando fiz reunião com o presidente, não demorou mais de 30 minutos para acertarmos tudo. Nessa reunião foi acertado que, se o Corinthians não pagasse nada para o Bordeaux agora, o presidente quitaria a maior parte das luvas agora, já que não teria dispendido nenhuma quantia pela compra junto ao clube francês. Não ficou acertado o valor a ser pago, mas combinamos que seria quase todo o montante.
Por que vocês não aceitam o parcelamento sugerido pelo Corinthians?
– O termo luvas vem de uma expressão em inglês, "signing-on fee", que significa prêmio por assinatura, não tem nada a ver com salário ou contrato de imagem. Logo, ele é pago no momento em que o contrato é celebrado. É um prêmio que o empregado recebe quando assina um contrato. É comum no mercado, quando um grande executivo muda de empresa, por exemplo. O que estou querendo é que esse prêmio de assinatura seja pago como combinado ou no menor prazo possível.
O Corinthians argumenta que, se pagar todo esse valor agora, pode levar prejuízo caso o Pablo seja vendido num futuro próximo.
– Quando houver uma proposta de venda para o jogador, o Corinthians tem que fazer as contas de quanto gastou com ele, o que inclui salários, luvas, impostos... E aí acrescentar esse montante no preço da venda. Ele vê o custo que teve e calcula o lucro. Não tem como ficar desprotegido. Se ele gastar 5 milhões com o Pablo até julho do ano que vem, por exemplo, ele terá de vender por 6, 7...
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A forma de pagamento das luvas (prêmio pela assinatura do novo contrato) é o principal entrave para a permanência do atleta no Corinthians, que já tem um acordo com o Bordeaux, da França, para a compra do atleta. A diretoria alvinegra propôs diluir o bônus ao longo dos quatro anos e meio do novo contrato de Pablo, proposta rechaçada por Fernando César. Outra sugestão do Timão foi um parcelamento em seis vezes até 2021, o que também não agradou.
Nesta entrevista ao GloboEsporte.com, o empresário de Pablo disse ser flexível e mostrou confiança num acerto. Ele também acredita que o atrito dos últimos dias com a cúpula alvinegra não irá inviabilizar a permanência do zagueiro no clube de Parque São Jorge. Confira:
Como fica a situação do Pablo no Corinthians após a polêmica dos últimos dias?
– Isso não vai atrapalhar. É importante lembrar que sou advogado e preciso preservar os interesses do meu cliente. A permanência do Pablo no Corinthians está praticamente assegurada. Concordo que as declarações, tanto as minhas como as dele (Flávio Adauto), foram em um momento de nervoso. A gente entende, já tive várias reuniões com Alessandro (Nunes, gerente de futebol) e Flávio Adauto, e todas primaram por uma cordialidade fantástica.
Você e o Pablo vão ceder para que haja um acordo?
– Eu sempre fui flexível em tudo, desde o começo, quando reduzi a pedida salarial e tudo mais. O valor das luvas está fixado desde que o Corinthians contratou o Pablo por empréstimo. Quando fiz reunião com o presidente, não demorou mais de 30 minutos para acertarmos tudo. Nessa reunião foi acertado que, se o Corinthians não pagasse nada para o Bordeaux agora, o presidente quitaria a maior parte das luvas agora, já que não teria dispendido nenhuma quantia pela compra junto ao clube francês. Não ficou acertado o valor a ser pago, mas combinamos que seria quase todo o montante.
Por que vocês não aceitam o parcelamento sugerido pelo Corinthians?
– O termo luvas vem de uma expressão em inglês, "signing-on fee", que significa prêmio por assinatura, não tem nada a ver com salário ou contrato de imagem. Logo, ele é pago no momento em que o contrato é celebrado. É um prêmio que o empregado recebe quando assina um contrato. É comum no mercado, quando um grande executivo muda de empresa, por exemplo. O que estou querendo é que esse prêmio de assinatura seja pago como combinado ou no menor prazo possível.
O Corinthians argumenta que, se pagar todo esse valor agora, pode levar prejuízo caso o Pablo seja vendido num futuro próximo.
– Quando houver uma proposta de venda para o jogador, o Corinthians tem que fazer as contas de quanto gastou com ele, o que inclui salários, luvas, impostos... E aí acrescentar esse montante no preço da venda. Ele vê o custo que teve e calcula o lucro. Não tem como ficar desprotegido. Se ele gastar 5 milhões com o Pablo até julho do ano que vem, por exemplo, ele terá de vender por 6, 7...
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