Aécio é afastado do mandato de senador e terá pedido de prisão julgado pelo STF



(Reuters) - O ministro relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, determinou o afastamento de Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato de senador e encaminhou ao plenário da corte um pedido de prisão do parlamentar apresentado pela Procuradoria-Geral da República, disseram fontes com conhecimento das decisões.

As medidas foram tomadas depois que Aécio, que é o presidente do PSDB, foi gravado pedindo 2 milhões de reais ao empresário Joesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS, segundo reportagem do jornal O Globo na quarta-feira confirmada à Reuters por três fontes. [nL2N1IK04L]

Aécio é alvo nesta quinta-feira de operação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão em diversos endereços ligados a ele no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, além de seu gabinete no Congresso Nacional, em ações que são desdobramento da operação Lava Jato.

A irmã e assessora de Aécio, Andrea Neves, também é alvo de pedido de prisão, de acordo com uma das fontes.

Imagens da emissora de televisão Globonews nesta quinta-feira de manhã mostraram agentes da PF entrando em um prédio de frente para a praia de Ipanema onde Aécio tem um apartamento. O local estava vazio e a polícia precisou da ajuda de um chaveiro para ingressar.

Agentes da PF também se dirigiram a endereços do senador em Minas Gerais, incluindo uma casa e um apartamento, de acordo com imagens da Globonews.

A Polícia Federal também cumpriu mandados nesta manhã no Congresso Nacional, onde faz buscas nos gabinetes de Aécio, do também senador Zezé Perrela (PMDB-MG) e do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), de acordo com a Globonews.

Um ex-assessor do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB) também está entre os alvos da ação no Rio de Janeiro, segundo a emissora.


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