O irmão do apresentador Silvio Santos, o empresário Henrique Abravanel, é um dos alvos da Operação Conclave da Polícia Federal, segundo revelou o jornal Extra. A PF deflagrou nesta quarta-feira (19) uma ação que investiga o processo de venda de ações do banco Panamericano. A publicação refere que o banco pertencia a família Abravanel, mas foi vendido para a Caixa Econômica Federal em 2009 e, posteriormente para o BTG Pactual, em 2011. Henrique foi membro do Conselho de Administração do Panamericano durante a gestão da família Abravanel. A polícia cumpre 46 mandados de busca e apreensão em cinco estados e no Distrito Federal. A apuração é sobre a prática de crimes de gestão temerária e gestão fraudulenta nos negócios.
O empreiteiro Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, um dos sócios da OAS, deve adiantar, em depoimento a Sergio Moro nesta quinta (20), parte do que promete entregar em um possível acordo de delação premiada com a Lava Jato.
Ele será ouvido na ação que envolve a reforma de um tríplex em Guarujá (SP) que seria destinado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No ano passado, Pinheiro e o ex-presidente se tornaram réus neste caso.
Envolvidos nas investigações relataram à reportagem que o empreiteiro negociou com procuradores fazer um relato com detalhes sobre os favores que teria feito a Lula e seus familiares.
Com isso, Pinheiro e o Ministério Público indicariam que um futuro acordo de delação a ser fechado não dependeria só de informações sobre Lula, minimizando críticas de que os investigadores estariam pressionando o sócio da OAS a focar no ex-presidente.
O desempenho de Pinheiro no depoimento ao juiz Moro é considerado fundamental pelos envolvidos nas negociações de uma colaboração premiada dele. Pessoas ligadas ao empreiteiro veem essa como a última chance dele ter seu acordo fechado com a Lava Jato.
As tratativas foram suspensas em agosto do ano passado pela Procuradoria-Geral da República após vazamento de informações ligadas a obras na casa do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), em que não foram identificadas irregularidades.
As conversas com Pinheiro foram retomadas nos últimos meses, após o acordo assinado pela Odebrecht com a Lava Jato. Além de Lula e temas que corroboram o que a Odebrecht citou, a delação da OAS pode fornecer informações sobre corrupção em fundos de pensão.
As tratativas incluem, além de Pinheiro, outros executivos e ex-executivos do grupo, e também acionistas, como Cesar Mata Pires e seu filho Antonio Carlos Mata Pires.
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