Eleição antecipada proposta por May ameaça dividir britânicos ainda mais
Desde que Theresa May assumiu como primeira-ministra – depois de os britânicos terem votado pela saída da União Europeia, em 23 de junho de 2016, e David Cameron ter renunciado –, a possibilidade de eleições antecipadas vinha pairando no ar, mas May negava terminantemente que fosse essa sua intenção.
Em setembro, por exemplo, declarou: "Tenho sido bem clara de que acho que precisamos desse período de tempo, dessa estabilidade, para poder abordar as questões que o país está enfrentando, e ter aquela eleição em 2020." Até março, Downing Street continuava negando qualquer plano de antecipar o pleito.
O que mudou, então? Nos últimos meses, May tem esboçado sua visão de um Brexit "duro", com o Reino Unido não mantendo qualquer tipo de filiação parcial à União Europeia. Na declaração desta terça-feira (18/04), em que anunciou eleições gerais para 8 de junho, May deixou claro que procura assim consolidar o próprio mandato, a fim de executar essa tarefa, pois "neste momento de enorme significado nacional, deve haver unidade em Westminster".
As projeções sugerem que, graças à votação antecipada, a chefe de governo consiga aumentar significativamente sua maioria, atualmente pequena. O Partido Trabalhista se encontra em estado deplorável, devastado por conflitos internos e bloqueado pelas críticas a seu líder, Jeremy Corbyn. A média de todas as pesquisas de opinião atuais acusa 27% de apoio para os trabalhistas, contra 42% para os conservadores – o suficiente para garantir a May uma maioria substancial.
"O Partido Trabalhista está na maior confusão no posicionamento em relação ao Brexit", explica John Curtice, professor de política da Universidade de Strathclyde. "Há divisões dentro do Partido Conservador, mas a oposição está provavelmente ainda mais dividida nesse assunto, e [May] provavelmente aposta que, enquanto este permanecer o tema central, os trabalhistas não estarão em condições de defender uma posição alternativa eficaz."
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O que mudou, então? Nos últimos meses, May tem esboçado sua visão de um Brexit "duro", com o Reino Unido não mantendo qualquer tipo de filiação parcial à União Europeia. Na declaração desta terça-feira (18/04), em que anunciou eleições gerais para 8 de junho, May deixou claro que procura assim consolidar o próprio mandato, a fim de executar essa tarefa, pois "neste momento de enorme significado nacional, deve haver unidade em Westminster".
As projeções sugerem que, graças à votação antecipada, a chefe de governo consiga aumentar significativamente sua maioria, atualmente pequena. O Partido Trabalhista se encontra em estado deplorável, devastado por conflitos internos e bloqueado pelas críticas a seu líder, Jeremy Corbyn. A média de todas as pesquisas de opinião atuais acusa 27% de apoio para os trabalhistas, contra 42% para os conservadores – o suficiente para garantir a May uma maioria substancial.
"O Partido Trabalhista está na maior confusão no posicionamento em relação ao Brexit", explica John Curtice, professor de política da Universidade de Strathclyde. "Há divisões dentro do Partido Conservador, mas a oposição está provavelmente ainda mais dividida nesse assunto, e [May] provavelmente aposta que, enquanto este permanecer o tema central, os trabalhistas não estarão em condições de defender uma posição alternativa eficaz."
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