Na prisão, herdeiro da Samsung tem TV da LG e vizinho de cela canibal


Enquanto está sendo investigado por suposto suborno à presidente da Coreia do Sul, Jay Y. Lee, da Samsung, está em um presídio famoso por abrigar presos bilionários e um assassino em série. Isso não significa que ele deixou de ser o chefe.

Lee não tem celular nem computador e, tecnicamente, passa quase o dia inteiro em sua cela. Mas ele tem permissão para se reunir com advogados em uma sala separada durante o tempo que quiser. Ele poderia até mesmo usar os advogados para se comunicar com os funcionários da empresa e continuar tomando decisões, disse Kwon Young-june, professor que faz pesquisas sobre governança corporativa na Universidade Kyung Hee de Seul.

"Em um país como a Coreia do Sul, existe uma cultura atrasada", disse Kwon. "Os executivos podem conservar seus cargos mesmo depois de presos, porque eles também são donos das empresas que dirigem."

Os precedentes favorecem Lee. Os presidentes da Hanwha Group, Kim Seung-youn, e da SK Group, Chey Tae-won, continuaram interferindo em suas empresas mesmo depois de terem sido condenados por crimes e presos. Eles não apenas conservaram os cargos enquanto estavam na cadeia, mas ainda hoje os mantêm.

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