Presídios do ES vão de denunciados na ONU a menos violentos do país
Em 2010, o Espírito Santo foi denunciado pela Organização das Nações Unidas (ONU) por graves problemas no sistema carcerário. Presos ficavam em contêineres de ferro a temperaturas desumanas e havia esquartejamentos e torturas dentro celas. Mudanças estruturais permitiram que, anos depois, nenhuma morte fosse registrada dentro dos presídios.
As medidas para tirar o sistema estadual da calamidade são reconhecidas por juristas e especialistas em segurança pública, mas eles avaliam que a situação está longe de ser a ideal. Apesar de ter uma das menores taxas de superlotação do país (41,1%), hoje são quase 6 mil presos além da capacidade.
Muitos criticam o encarceramento excessivo e dizem que ainda há registros de violência dentro das cadeias capixabas e uma série de violações de direitos que aumentam a tensão. "Nenhum tipo de superlotação é ideal, nem que seja pequena. A superlotação é mãe de todos os problemas", diz a juíza Gisele Souza de Oliveira, coordenadora das Varas Criminais de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Espírito Santo.
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