Confiante, Federer volta aos Grand Slams após 6 meses: "Ainda acredito"


Da lesão à cirurgia no joelho esquerdo, Roger Federer passou por um longo processo de recuperação. Perdeu Roland Garros, Masters, e desistiu de competir na Olimpíada do Rio. Vencedor de 17 Grand Slams, o suíço de 35 anos se afastou das quadras por seis meses, desde a campanha de Wimbledon.

Apesar do ônus, a pausa também trouxe o bônus de voltar às quadras com as energias renovadas. Nos primeiros dias do ano, disputou o torneio de exibição da Copa Hopman, em Perth, um treino de luxo para o Aberto da Austrália, provando estar pronto para o retorno em um Grand Slam. Teve smash à la Pete Sampras, jogadas plásticas e de efeito como a SABR ("sneak attack by Roger", um bate-pronto de devolução com alto grau de dificuldade), ataques surpresas e na rede, dentre outros.

Apesar do talento de sobra, a idade avançada em um esporte de alto rendimento e do grau de exigência como o tênis, com um calendário cheio do início ao fim do ano, faz o suíço deixar no ar a possibilidade de vencer outros Slams. Talvez por isso o tempo afastado tenha sido tão bom.

- Só depende de nós nos reinventarmos, bolarmos um plano. Andy mostrou um pouco isto, aumentando as esperanças de mais jogadores de saberem que tem uma chance real de ganharem Slam. Eu ainda acredito. O tempo dirá se será possível ou não - analisou Federer, em uma entrevista ao site oficial do Grand Slam da Oceania, na qual apontou o líder do ranking Andy Murray e Djokovic, vice-líder, como os favoritos ao título em Melbourne.


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