Fantasma do "bom visitante" ronda o Atlético-MG para final com o Grêmio
Noventa minutos para ser tudo o que não foi durante toda a temporada. O Atlético-MG tem uma dura missão nesta quarta-feira, contra o Grêmio, em Porto Alegre, não só pelo resultado do primeiro jogo da final da Copa do Brasil. O histórico do time fora de casa em 2016 é um fator que o time deve esquecer se quiser chegar aos dois gols de diferença para levar a decisão para a disputa de pênaltis.
Das 35 partidas que a equipe atleticana fez fora de casa em 2016, em apenas um jogo durante todo o ano o Galo conseguiu sair de campo com o placar que lhe daria o título ou que levaria a decisão para os pênaltis. No Campeonato Mineiro, o Atlético-MG derrotou o Tupi, em Juiz de Fora, por 3 a 0. Todas as outras vitórias fora de casa no Estadual, Taça Libertadores, Copa do Brasil ou Campeonato Brasileiro foram por um gol de diferença. Foram apenas nove triunfos, sendo que um deles, contra o Villa Nova, aconteceu no Mineirão, apesar de o Galo ser considerado visitante, no Mineiro.
O desequilíbrio do time nas partidas fora de casa e dentro de casa não é de hoje. Vem desde os tempos da Era Cuca, em 2012, quando o time não conquistou o título brasileiro por conta do desempenho como visitante. Fato que permaneceu sob o comando de Paulo Autuori, em 2014, Levir Cupi, em 2015, e Diego Aguirre e Marcelo esse ano.
Apesar de toda a desconfiança por conta do histórico, o zagueiro Erazo está otimista.
- Nós estamos acreditando muito. Você vê o ambiente nos treinamentos. Sabemos que cometemos muitos erros no primeiro jogo. O Diogo (Giacomini) é um cara que entende muito de futebol. O espírito está muito acima do que foi na primeira partida. Precisamos de mais de dois gols para conseguir a virada. Não podemos entrar desconcentrados na arena. O Grêmio vai procurar fazer seu jogo. Se conseguirmos fazer dois gols, temos grandes chances de sermos campeões.
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