"Aos sete anos, o meu pai me disse: 'Sou bandido. É a minha profissão'"


Juan Pablo Escobar foi obrigado a mudar de país e de nome. Sebastián Marroquín, filho de Pablo Escobar, deu uma entrevista exclusiva ao Notícias ao Minuto, onde revela como foi e como é ser filho de um dos maiores nomes da história do tráfico de droga.

Apesar de todo o sangue derramado na Colômbia, amor foi coisa que nunca lhe faltou em casa, assegura. Esse mesmo amor que recebeu, é o único sentimento que tem pelo pai. "Odiá-lo seria ingrato".

Juan Pablo tinha 16 anos quando o pai, Pablo Escobar, um dos homens mais ricos do mundo, morreu, em 2 de dezembro de 1993. A sua irmã, Manuela Escobar, tinha apenas nove anos. Os dois, juntamente com a mãe, esposa do narcotraficante, encontraram asilo político na Argentina, nação que lhes permitiu mudar de nome e ocultar a identidade para que pudessem, finalmente, viver em paz.

Para trás, na Colômbia, ficara um rasto de morte difícil de apagar: foram mais de três mil as vítimas de Pablo Escobar, o 'Rei da Cocaína' que, na década de 1980 e início dos anos 1990, ganhava a cada semana 420 milhões de dólares, 22 bilhões por ano  [chegou a fornecer 80% da cocaína traficada no mundo]. Um império conquistado a partir de 76 às custas de muito sangue derramado e 'acarinhado' pelo poder corrupto, além da conivência de nações estrangeiras.

No Aeroporto de Miami, conta Juan (agora Sebastián), entravam 800 quilos de cocaína todas as semanas, uma rota que contava com a cumplicidade americana. Sobre o que se diz acerca do seu pai em séries como 'Narcos', não tem dúvidas: incitam milhares de jovens a tornarem-se traficantes de droga. E, afinal, como morreu 'El Pátron'?

Você encontrou refúgio na Argentina depois da morte do seu pai. Falando de futebol, qual o melhor jogador do mundo, Messi ou Cristiano Ronaldo?

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