Com agravamento de crise, Maduro deve se reunir com a oposição na Venezuela
(Reuters) - O presidente venezuelano Nicolas Maduro deve se encontrar no domingo com representantes da oposição e mediadores internacionais, um gesto que seus adversários suspeitam ser uma estratégia para gastar tempo e aliviar a pressão sofrida pelo impopular líder socialista.
A coalizão União Democrática, de oposição, aumentou os protestos desde que as autoridades impediram a realização de um referendo neste ano sobre o governo de Maduro, no qual as pesquisas demonstraram que ele perderia, fato que levaria a uma eleição presidencial.
Críticos dizem que os últimos 17 anos de governo socialista arruinaram a economia do país membro da Opep, fragilizando sua democracia enquanto o governo diz que a elite apoiada pelos Estados Unidos busca um golpe de Estado.
Maduro afirmou que irá pessoalmente à reunião no domingo, que deve acontecer em Caracas, enquanto o secretário geral da coalizão Jesus Torrealba irá representar as suas quase 30 organizações políticas diferentes.
Também devem comparecer um enviado do Vaticano, representantes do bloco regional Unasul, e três ex-chefes de Estado da Espanha, Panamá e República Dominicana.
Torrealba, em um blog, disse que a agenda da oposição consistiria em ressuscitar o plebiscito, libertar prisioneiros políticos, auxiliar as vítimas da "crise humanitária" na Venezuela, e exigir respeito para o parlamento, atualmente liderado pela oposição.
"Pode haver conclusões importantes que permitam uma atenuação do conflito, um retorno para o caminho eleitoral, e um distanciamento da tempestade da violência", disse.
"Não há como negar: há ceticismo e desconfiança".
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