Brasil testa paciência em estreia "para valer" contra o Japão

Chega a dar dor de cabeça. As meninas pulam, soltam o braço, mas geralmente tem uma do outro lado se jogando para evitar que a bola toque no chão. É sempre assim, inúmeras vezes durante o jogo. Se os dois primeiros compromissos do Brasil não exigiram tanto, é melhor a equipe ter a paciência em dia para o duelo desta quarta-feira. Com duas vitórias, sobre Camarões e Argentina, a seleção volta à quadra do Maracanãzinho para, enfim, ter um desafio para valer nos Jogos do Rio. O time de José Roberto Guimarães encara o Japão, às 22h35, pelo grupo A da competição.

É bem verdade que as japonesas não fazem parte da lista de favoritos a medalhas no Rio. Mas quem disse que é fácil? A seleção oriental, bronze em Londres 2012, tem uma defesa sólida, rápida e incansável. O Brasil costuma ter problemas para encaixar seu ataque em jogos assim. Quem está em quadra sofre...

- Cansa muito. Tem muita jogada. É um jogo completamente diferente do nosso: são muito baixas, muito rápidas, com bolas cutucadas. É diferente. Estamos acostumadas a ir lá em cima para bloquear. Eu treino bloqueando a Fabiana, que vai lá no alto. Imagina você mudar para uma “mina” desse tamaninho, que só cutuca a bola? É diferente. Então, até pegar o ritmo, a cabeça queima, realmente. O nível começa a subir mais. Óbvio, sem desmerecer Argentina e Camarões, são equipes que estão lutando, primeira vez nos Jogos. Mas agora é que o nível começa a subir cada vez mais. Jogo após jogo, nível mais alto.

Zé Roberto sabe bem disso. O técnico brasileiro costuma dizer que os jogos contra escolas asiáticas são os mais complicados para seu time. Diante do Japão, afirma que a seleção vai precisar exercitar a paciência dentro de quadra.

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