Eficiência energética é a bola da vez

Por ser um dos temas mais relevantes da cadeia automotiva brasileira, o II Simpósio de Eficiência, Emissões e Combustíveis, que adotou “Os Antagonismos da Crise” como temática, promovido ontem (14/6) pela AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, no Milenium Centro de Convenções, em São Paulo, foi sucesso de público e de conteúdo, elogiado por mais de 180 profissionais brasileiros e estrangeiros.

A palestra “Status da Continuidade no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular – PBEV”, ministrada por Marcelo Borges, do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), abriu o simpósio, para esclarecer que o programa foi criado para prestar informações úteis aos consumidores sobre o desempenho dos veículos leves, no que diz respeito à eficiência energética, ao consumo de combustível e a emissões de gases poluentes e de efeito estufa, estimulando assim a competitividade e o processo de melhoria contínua da indústria. “O foco é oferecer confiança e inovação. Por causa de sua solidez técnica, transparência e integração com as partes interessadas, o PBEV foi adotado pela sociedade como a principal referência e considerado um dos mais aperfeiçoados do mundo, atualmente um dos critérios para alcance das metas estabelecidas pelo Programa Inovar-Auto”, disse Borges.

Na palestra “Melhoria da eficiência durante todo uso de aditivos de combustível”, Maxin Peretolchin, gerente técnico e de marketing da BSF, informou como a empresa desenvolveu profundo conhecimento em testes confiáveis que demostram a eficiência dos aditivos para redução do consumo de combustível e, consequentemente, da emissão de CO2. A contribuição positiva de aditivos de combustível para futuro sustentável foi confirmada por análise de ecoeficiência realizada pela empresa.

Após introduzir o dinamismo das legislações de emissões mundiais cada vez mais restritivas em função do aumento na poluição do ar e comentar sobre os desafios e falta de previsibilidade para se implementar novas legislações de emissões no Brasil, Angelo Alves, da Umicore Brasil, em apresentação “Tecnologia de controle de emissões disponíveis para atendimento ao PL7”, demostrou sobre a evolução dos catalisadores. “Para atender à demanda de limites de emissões mais restritos para os veículos, esperamos aumento da durabilidade, limites do material particulado e emissões evaporativas”, salientou Alves.

A apresentação “Aumento do percentual do Biodiesel”, por Vicente Pimenta, da ABIOVE – Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, abordou sobre o incremento e melhorias do biodiesel na matriz energética nacional. Na oportunidade, Pimenta sugeriu alguns pontos de verificação com base na experiência já adquirida no cenário brasileiro, como a qualidade da mistura, boas práticas para eliminar a maioria dos problemas, o biodiesel menos volátil que o Diesel, ou seja, causa menor evaporação e maior diluição do óleo lubrificante e ainda a incompatibilidade de materiais como cobre, zinco, chumbo e sódio.

O engenheiro sênior de aplicações da Cummins Latin America, Eidy Arima, informou ao público presente em palestra “Nova tecnologia e implementação em caminhões compatíveis com o Proconve P7” como a fabricante de motores tem focado suas ações para reduzir cada vez mais a emissão de CO2, ou seja, por meio da diminuição do consumo de combustível. De acordo com ele, “a Cummins tem um plano de redução de 15,6 milhões de toneladas de CO2 entre 2014 e 2020 e o nosso objetivo é trabalhar em parceria com nossos clientes, com foco em produto que consome menos, com redução de custo operacional”.

A Cummins investe em funções eletrônicas e trabalho em conjunto do motor e transmissão para melhorar o consumo. “Com pequenas modificações no hardware, conseguimos nivelar a qualidade dos motoristas que hoje operam o veículo, por exemplo. Estas funções que possibilitam a modulação dinâmica vêm para trazer melhores condições”, comentou Arima.

O ozônio é um poluente secundário formado na atmosfera por meio de reações químicas de outros poluentes sob condições meteorológicas específicas. É um poluente que requer atenção por meio do controle dos seus precursores (COV). O trabalho apresentado “Controle de Abastecimento de Combustíveis: um Caminho para a Mitigação do Ozônio”, por Marcelo Bales, da Cetesb, abordou sobre a estimativa de emissão de vapor de combustível durante o abastecimento e a necessidade de quantificar essas emissões utilizando-se de parâmetros nacionais.


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