Troca de técnicos na Inglaterra choca revista
Quem irá sobreviver em 2016? Com a cultura de troca-troca de técnico no futebol brasileiro, quem consegue seguir no cargo é considerado "incomum". Ano passado, o "sobrevivente" do Campeonato Brasileiro foi o técnico Tite, que levou o Corinthians ao título e terminou a competição como o único a não perder o emprego. O tempo média de permanência é de cinco meses, número que seria alarmante para a realidade da Europa. Na Inglaterra, um estudo mostrou que, no país, um técnico fica no cargo por cerca de 11 meses, ainda assim considerado chocante pela revista "The Economist".
A publicação fez um estudo comparativo após a saída de Van Gaal do Manchester United depois de duas temporadas - Mourinho foi anunciado como novo treinador. Ainda que a permanência do holandês tenha ficado acima da média, os números mostram que o troca-troca no futebol inglês tem sido mais recorrente em relação a outros países da Europa, como Alemanha (um ano e dois meses) e Espanha (um ano).
O artigo, que destaca a demissão de 56 treinadores nas quatro divisões até a saída de Van Gaal, também usa a comparação com outros esportes ao evidenciar o número. Segundo dados da revista, enquanto em média os técnicos não ficam um ano no cargo no futebol, a "vida" é muito mais longa em esportes como o rúgbi (média de três anos), futebol americano (dois anos e quatro meses) e críquete (um ano e 11 meses).
O estudo foi destaque no "Redação SporTV". Para o comentarista Bob Faria, alarmante mesmo é o que acontece no Brasil.
- Cinco meses é um absurdo. Se for pensar que um treinador precisa de pelo menos um mês para conhecer o material humano com que ele está trabalhando e não tem tempo para treinar... então, em um mês ele conhece (o time), em dois começa a ser questionado e em quatro ele "cai" - considerou.
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O artigo, que destaca a demissão de 56 treinadores nas quatro divisões até a saída de Van Gaal, também usa a comparação com outros esportes ao evidenciar o número. Segundo dados da revista, enquanto em média os técnicos não ficam um ano no cargo no futebol, a "vida" é muito mais longa em esportes como o rúgbi (média de três anos), futebol americano (dois anos e quatro meses) e críquete (um ano e 11 meses).
O estudo foi destaque no "Redação SporTV". Para o comentarista Bob Faria, alarmante mesmo é o que acontece no Brasil.
- Cinco meses é um absurdo. Se for pensar que um treinador precisa de pelo menos um mês para conhecer o material humano com que ele está trabalhando e não tem tempo para treinar... então, em um mês ele conhece (o time), em dois começa a ser questionado e em quatro ele "cai" - considerou.
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