Governo intensifica negociações com partidos para evitar impeachment
O governo iniciou a semana com negociações intensas com deputados da base aliada para evitar o prosseguimento do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, em curso na Câmara. Os alvos do Palácio do Planalto são partidos da base que, após a saída do PMDB do governo, podem ganhar mais espaço na Esplanada dos Ministérios.
Nesta segunda-feira (4), o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, fez a defesa da presidente na comissão especial do impeachment. Nas contas dos parlamentares, a comissão deve votar um parecer ainda este mês. Depois o plenário da Casa decide se instaura o processo contra a presidente.
Dilma precisa de, ao menos, 171 votos dos 513 deputados para barrar o impeachment. Um dos partidos mais buscados pelo governo é o PP, que já é aliado, mas pode ganhar mais espaço. A sigla tem 51 deputados e hoje conta com um ministro. O PMDB, já fora do governo, mantém, por enquanto, seis ministros.
Uma ala do governo tem defendido a ideia de que os cargos sejam entregues aos partidos que votarem contra o impeachment após a análise do processo no plenário.
Questionado por jornalistas se as pastas da Saúde ou da Educação seriam pastas boas, o líder do PP na Cãmara, Agnaldo RIbeiro (PB), disse que o importante é o "prestígio" que se dá ao aliado.
"O importante é o prestigio que se destina a quem está participando. E é isso que, em qualquer cenário, nós desejaremos ter: o reconhecimento da importância do nosso partido nesse processo. Um processo que, repito, é fundamental neste momento de dificuldade para o país", disse Ribeiro.
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Nesta segunda-feira (4), o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, fez a defesa da presidente na comissão especial do impeachment. Nas contas dos parlamentares, a comissão deve votar um parecer ainda este mês. Depois o plenário da Casa decide se instaura o processo contra a presidente.
Dilma precisa de, ao menos, 171 votos dos 513 deputados para barrar o impeachment. Um dos partidos mais buscados pelo governo é o PP, que já é aliado, mas pode ganhar mais espaço. A sigla tem 51 deputados e hoje conta com um ministro. O PMDB, já fora do governo, mantém, por enquanto, seis ministros.
Uma ala do governo tem defendido a ideia de que os cargos sejam entregues aos partidos que votarem contra o impeachment após a análise do processo no plenário.
Questionado por jornalistas se as pastas da Saúde ou da Educação seriam pastas boas, o líder do PP na Cãmara, Agnaldo RIbeiro (PB), disse que o importante é o "prestígio" que se dá ao aliado.
"O importante é o prestigio que se destina a quem está participando. E é isso que, em qualquer cenário, nós desejaremos ter: o reconhecimento da importância do nosso partido nesse processo. Um processo que, repito, é fundamental neste momento de dificuldade para o país", disse Ribeiro.
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