Galvão desabafa após morte em briga de torcidas: "Não deveria ter é futebol"

As brigas de torcidas, antes e depois do clássico entre Palmeiras e Corinthians, neste domingo, terminaram com a morte de uma pessoa, além de quase 60 torcedores organizados detidos. Nesta segunda-feira, o Ministério Público de São Paulo pediu e a Federação Paulista de Futebol acatou a medida de adotar torcida única em todos os clássicos até o fim do ano. No "Bem, Amigos!" desta segunda-feira, o narrador e apresentador Galvão Bueno desabafou.

- Se isso está ligado ao futebol, não deveria mais ter era futebol. Porque é uma barbárie, uma coisa horrorosa (...) A Argentina já tomou essa atitude, de torcida única nos clássicos. Não resolveu muito, porque eles continuaram se matando pelas ruas. Deveria existir isso com o que as autoridades inglesas fizeram em relação aos hooligans - disse o narrador.

Galvão Bueno apoiou as medidas anunciadas nesta segunda, mas afirmou que estas não podem ser as únicas. O locutor usou a Inglaterra, que adotou medidas de combate à violência do futebol na década de 90, como exemplo.

- Quantas pessoas podem ser identificadas nesse vídeo? O mesmo cara que quebrou o vidro com o pé pega uma mesa enorme para atingir alguém. Então, as autoridades inglesas foram identificando. As pessoas que brigavam, eram presas e não acontecia só de fazer um boletim, ir para casa, "não faça isso de novo". Foram todas à Corte, e foram punidas. E, não é que não podem simplesmente ir ao jogo, têm que se apresentar na delagacia "x" horas antes do jogo e permanecer até "x" horas depois do jogo, enquanto a pena durar. Medidas como essas têm que ser tomadas em caráter de urgência.

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