'Felizes', diz Facebook sobre soltura de vice-presidente preso em SP

O Facebook voltou a classificar, nesta quarta-feira (2), que a prisão do vice-presidente da empresa para a América Latina, o argentino Diego Jorge Dzodan, em São Paulo, foi uma medida extrema e desproporcional, e informou que os executivos ficaram "felizes pelo Tribunal em Sergipe ter emitido uma liminar ordenando a sua liberação".

Segundo o comunicado da rede social, prender uma pessoa que não tem qualquer relação com uma investigação em andamento é uma medida arbitrária. O Facebook disse estar preocupado com os efeitos dessa decisão para as pessoas e a inovação no Brasil, mas se colocou à disposição para responder quaisquer perguntas que as autoridades brasileiras".

O vice-presidente da rede social a América Latina deixou o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, em São Paulo, na manhã desta quarta-feira. Ele tinha sido preso na terça (1º) a pedido da Justiça de Sergipe após a rede social descumprir decisão judicial de compartilhar informações trocadas no Whatsapp por suspeitos de tráfico de drogas. O Facebook é dono do WhatsApp desde o começo de 2014.

Dzodan foi liberado após uma nova decisão do Tribunal de Justiça de Sergipe, assinada pelo desembargador Ruy Pinheiro da Silva, conceder habeas corpus ao executivo na madrugada desta quarta-feira. Ele responderá ao processo em liberdade.

Segundo um agente penitenciário que atua no CPD, Dzodan passou a noite em uma cela para presos temporários, separada dos demais presos. Ele deixou o presídio dentro de um veículo pela manhã e não concedeu entrevista. O executivo foi encaminhado de volta à sede da Polícia Federal em São Paulo, na Lapa.

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