Musas da Dinamarca pintaram seus corpos pelo Mundial: "Foi divertido"
O título de campeão mundial não vem desde 1997, quando as dinamarquesas levantaram a taça na Alemanha. A geração era outra, mas o esporte já era uma paixão nacional. Quase 18 anos depois, uma nova safra de meninas da Dinamarca busca retomar a hegemonia na modalidade com a disputa do Mundial dentro de seus domínios. Reconhecidas em todo o país e tratadas como ídolos, elas começaram a se "entregar" ao sonho do segundo título para os nórdicos antes mesmo do torneio começar. Para divulgar a competição, a federação de handebol do país escolheu cinco delas para um trabalho artístico demorado, mas que chamou a atenção na Europa pelo resultado e beleza.
O artista Monty Knowles, das Bahamas, pintou todo o corpo das jogadoras Trine Østergaard, Louise Burgaard, Lotte Grigel, Anne Mette Hansen e Kristina Kristiansen, que se voluntariaram a participar. Para que a iniciativa desse certo, elas precisaram ficar mais de dez horas praticamente imóveis. Foi o tempo necessário para que Monty pintasse cada uma e a tinta também se fixasse. Depois, elas ainda precisaram de paciência para passar por uma sessão de fotos.
- Foi muito divertido e diferente. Não é algo que eu tenha visto antes na minha vida, e acredito que o resultado ficou sensacional. Depois disso, só esperei que as pessoas fossem bem vindas ao Mundial e que a campanha decolasse - disse Anne Mette Hansen, um dos destaques da Dinamarca em quadra neste Mundial.
- Foi muito divertido e diferente. Não é algo que eu tenha visto antes na minha vida, e acredito que o resultado ficou sensacional. Depois disso, só esperei que as pessoas fossem bem vindas ao Mundial e que a campanha decolasse - disse Anne Mette Hansen, um dos destaques da Dinamarca em quadra neste Mundial.
A ação de divulgação parece ter funcionado. Os rostos das meninas e seus corpos pintados estão espalhados pela Dinamarca. Em bares, restaurantes, supermercados. Jogando em Herning, uma das cidades mais importantes do país, a Dinamarca tem arrastado uma multidão para os jogos, sempre com a arena lotada. Contra a Suécia, nas oitavas de final, foi assim. O time vinha desacreditado depois de derrotas nas primeira fase e venceu por 26 a 19, avançando para pegar justamente a Romênia, que bateu o Brasil.
- Percebemos que isso motivou e trouxe uma grande surpresa para a comunidade do handebol na Dinamarca. Que bom que funcionou - garantiu Per Bertelsen, presidente da federação de handebol do país.