Crise e dólar alto elevam ocupação da rede hoteleira no Rio de Janeiro
Agência Brasil
Hotéis de Copacabana, um dos bairros mais procurados por turistas, têm ocupação de 88% Arquivo/Agência Brasil As
dificuldades econômicas no país, com o endividamento das famílias
chegando a mais de 60% das famílias, e o dólar valorizado em relação ao
real farão do Réveillon do Rio um dos mais procurados de todos os
tempos. Para a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de
Janeiro (Abih-RJ), isso fará lotar os hotéis da cidade.
Segundo a
Abih-RJ, a taxa média de ocupação da rede hoteleira está em torno de
77%, um aumento de 4 pontos percentuais em relação ao ano passado.
O
vice-presidente da associação, Paulo Michel, comemora o índice elevado
de ocupação dos hotéis e diz que a crise financeira favoreceu a cidade,
do ponto de vista financeira. A ocupação é mais intensa nos bairros do
Leblon, de Ipanema e de Copacabana, na zona sul da cidade, onde estão os
estabelecimentos mais procurados por turistas brasileiros e
estrangeiros.
Segundo Paulo Michel, o aumento da taxa de ocupação
para as festas de Natal e Réveillon ocorre mesmo com o crescimento do
número de quartos nos hotéis, do ano passado para este ano. “Não há
dúvida de que a crise favoreceu o Rio do ponto de vista turístico. A
situação é muito boa e deverá melhorar ainda mais para o carnaval",
afirmou Michel, que espera uma virada de ano com hotéis praticamente
lotados.
"Com a valorização do dólar frente ao real [e o alto
índice de endividamento das famílias, como constatou pesquisa divulgada
na semana passada pela Fundação Getulio Vargas], os turistas brasileiros
e estrangeiros estão priorizando o Brasil neste período de férias. E o
Rio, sem dúvida, é o destino mais procurado pelos turistas, inclusive os
estrangeiros, que aproveitam a valorização da moeda americana”, disse o
vice-presidente da Abih-RJ à Agência Brasil.
Ele
informou que a oferta de vagas nos hotéis da cidade, que no ano ano
passado estava em torno de 30 mil quartos, este ano subiu para mais de
40 mil. “São mais 10 mil quartos, dos quais de 6 mil a 7 mil passaram a
ser disponibilizados na Barra da Tijuca, na zona oeste. Mas, felizmente,
para o setor, este crescimento foi acompanhado também pelo aumento da
demanda.”
“Os hotéis mais procurados são os do Leblon e de
Ipanema, onde a taxa de ocupação está em 94%. Lá, a procura é maior
pelos hotéis 5 estrelas [principalmente por turistas estrangeiros, que
aproveitam a valorização do dólar]. Na Barra, a taxa de ocupação estpa
em 65% e, em Copacabana, em 88%, até agora.”
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Crise e dólar alto elevam ocupação da rede hoteleira no Rio de Janeiro
Reviewed by William Nascimento
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15:48:00
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