Amada e odiada na Itália, Pellegrini responde sobre rivais, beleza e nudez

O tempo passa, os nomes das adversárias mudam, mas Federica Pellegrini se mantém sempre entre as melhores. O pódio é o habitat natural da nadadora italiana de 27 anos que, desde 2004, está entre as grandes recordistas das provas dos 200m e 400m livre. Na touca, traz a abreviatura do seu nome: “Fede”, que em italiano quer dizer fé. No corpo, tem 11 tatuagens. Cada uma representa um momento da sua vida. A nadadora é a grande esperança azzurra para triunfar na piscina olímpica do Rio de Janeiro, nos Jogos Olímpicos de 2016. 
- O segredo? Sou uma pessoa muito determinada, e a coisa mais importante é que eu gosto realmente de nadar. Sinto que nasci para isso - revelou a loira mais badalada das piscinas italianas, em entrevista ao GloboEsporte.com, em Livigno, no norte da Itália. 
Em 2004, a adolescente bonita, loirinha, natural de Veneza comoveu os italianos quando, com apenas 16 anos, superou os maiores nomes da natação mundial na final olímpica dos 200m livre em Atenas e por pouco não venceu. Foi prata, mas a medalha mais desejada chegou quatro anos depois, nos Jogos de Pequim, na mesma prova. Federica Pellegrini tinha virado mulher, desejada pelos homens, admirada pelas adversárias e senhora do próprio nariz. Assim, se consagrava como a maior nadadora italiana da história. Até então, o país não tinha representantes de peso entre as mulheres. 
Federica Pellegrini, natação, treino em Livigno (Foto: Cláudia Alencar)Federica Pellegrini recebe o GloboEsporte.com em treino, em Livigno (Foto: Cláudia Garcia)







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