Warner Bros. forçou criador do Popcorn Time a sair do anonimato
Durante muito tempo, o criador do aplicativo de streaming por torrent Popcorn Time - espécie de "Netflix pirata" - manteve-se em anonimato. Na mira de estúdios de cinema e distribuidoras de todo o mundo, o designer decidiu se revelar em uma entrevista ao jornal norueguês Dagens Naeringsliv.
Seu nome é Federico Abad e ele é um designer argentino de 29 anos com experiência no desenvolvimento de aplicativos de sucesso. Ele trabalhou no Mapa de Buenos Aires - uma alternativa ao Google Maps criada pela prefeitura da capital argentina - e também na rede social Taringa!.
"Aqui na Argentina a internet é muito lenta e os filmes chegam muito tarde aos cinemas, quase seis meses depois da estreia nos Estados Unidos", revela Abad. "Se você estiver com uma garota, não pode simplesmente dizer 'vamos ver um filme'. Vocês têm que concordar em qual filme vão assistir e começar o download com um dia de antecedência".
Frustrado, Abad então decidiu criar uma plataforma que facilitasse o acesso a filmes por torrent, de uma maneira menos complicada do que os atuais softwares de download oferecem. "Quando estou desenvolvendo algo, minha mãe é meu estudo de caso. Se ela não consegue usar, ninguém consegue. A ideia era que você deveria poder assistir um filme apenas clicando duas vezes", explica.
Uma vez lançado, o Popcorn Time começou a ganhar notoriedade. Com medo da reação da indústria do cinema, boa parte da equipe de desenvolvimento deixou o projeto, enquanto Abad permaneceu. Aos poucos, a dedicação ao software consumiu a vida social do designer, que perdeu a namorada e teve problemas no trabalho.
Segundo Abad, seu interesse não era dinheiro. "Recebi diversas ofertas de negócio de criminosos. Me disseram que eu poderia ganhar até 10 mil dólares por semana. Nos prometeram cinco dólares para cada usuários que instalasse um de seus malwares ou spywares", revela o designer.
Se tivesse aceitado as ofertas, Abad poderia ter ganhado até 100 mil dólares. Porém, seu objetivo era "oferecer um bom serviço, e não algo que arruinasse as máquinas das pessoas". Com uma nova equipe, o projeto continuou sendo tocado até que a indústria cinematográfica resolveu atacar.
Leia a matéria completa no Olhar Digital