"Facilitei alguma coisa, mas estou livre", diz brasileiro na mira do FBI

Dos 14 homens indiciados pelo FBI em maio no escândalo de corrupção na Fifa, só um não foi preso ou não se apresentou às autoridades: o empresário José Margulies, 76, mais conhecido na América do Sul por seu apelido, José Lázaro. Nascido na Argentina e cidadão brasileiro desde 1973, Lázaro é acusado de “movimentar milhões de dólares entre empresas de marketing esportivo” e de “facilitar o pagamento de propinas para dirigentes de futebol”.

Na prática, segundo a denúncia, subornava cartolas para que algumas empresas obtivessem contratos de marketing e direitos de transmissão de campeonatos. A polícia federal americana indica ainda que Lázaro "desencorajava os dirigentes a usar contas bancárias em seus próprios nomes para não chamar atenção das autoridades, embora eles nem sempre tenham seguido esse conselho".

No dia 27 de maio, quando o FBI prendeu o ex-presidente da CBF José Maria Marin e outros seis dirigentes de futebol na Suíça, Lázaro estava na Alemanha, de férias. O empresário viajou imediatamente para o Brasil, de onde não saiu desde então. Desde 2 de junho está na lista de procurados pela Interpol, acusado de extorsão, lavagem de dinheiro e fraude. Na semana passada, o empresário falou por telefone ao GloboEsporte.com. Admitiu que era o "facilitador" do esquema, declarou que está trabalhando normalmente no Brasil e disse que poderia até colaborar com as investigações.

Leia a entrevista no GloboEsporte

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