Três meses após crime, Castelo do PI mantém clima de comoção e medo

O município de Castelo do Piauí, no Norte do estado, há três meses perdeu o status de cidade pacata para tornar-se o município palco de um dos crimes mais bárbaros já cometidos no estado. No dia 27 de maio deste ano, quatro garotas foram violentadas e jogadas do alto de um penhasco de cerca 10 metros, uma das vítimas morreu. Passados 90 dias, o G1 retornou à Castelo do Piauí para saber o que mudou.

Em relação ao número de homens da Polícia Militar que atuam na cidade, a situação continua precária. Apenas três militares são responsáveis pela segurança de uma população estimada em 18.466 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A atmosfera em Castelo ainda é de comoção pelas vítimas e medo diante a falta de segurança. Segundo a Polícia Civil, nos meses de junho e julho, foram registrados 22 furtos. O balanço do mês de agosto ainda não foi fechado, mas no início deste mês um arrombamento aos caixas eletrônicos do Banco do Brasil causou pânico entre os moradores.

Segundo a polícia, cinco homens armados assaltaram a agência e usaram material explosivo para arrombar os caixas eletrônicos do local. Após o crime, a cidade recebeu reforço de policiais, mas de acordo com um PM, estes homens ficarão em Castelo somente até o dia 10 de setembro, depois desta data eles retornarão para seus batalhões de origem em Teresina.

“Os militares que trocaram tiros com os bandidos por pouco não morreram. Imagina, uma pessoa armada com uma pistola ponto 40 trocando tiros com outra que usava um fuzil? Este tipo de arma que alcança longas distâncias chegou somente depois desse crime”, revelou o militar que pediu para não ser identificado.

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