Assédio do exterior faz Corinthians ficar pessimista sobre Guerrero
O Corinthians já não confia tanto que conseguirá renovar nos próximos meses o contrato do atacante Paolo Guerrero, principal jogador do clube nos últimos anos. Dirigentes não falam publicamente, mas acreditam que o interesse de equipes do exterior esteja fazendo o peruano bater o pé sobre o valor que deseja para assinar um novo vínculo por três temporadas.
Guerrero pediu R$ 18 milhões de luvas, uma espécie de prêmio pela assinatura, para permanecer, além de subir seus salários de R$ 480 mil para R$ 500 mil. O Timão chegou a R$ 13 milhões sob a gestão do então presidente Mário Gobbi Filho e barrou qualquer acréscimo em virtude da grave crise financeira que atravessa desde o ano passado.
A cúpula do departamento de futebol alvinegro considera que Guerrero ainda tem um mercado a ser explorado fora do Brasil e, por isso, faz jogo duro com os números. No fim de 2014, o Al-Ahli surgiu como interessado em levá-lo para os Emirados Árabes Unidos. Como está vinculado apenas até 15 de julho, o centroavante pode assinar um pré-contrato com qualquer equipe e sair gratuitamente na metade do ano.
O Corinthians aposta na retomada das conversas partindo do zero. O presidente Roberto de Andrade alega que, como a proposta anterior foi recusada, clube e jogador precisam iniciar uma nova negociação. Nos bastidores, porém, Guerrero e seus representantes estão irredutíveis e não abrem mão do montante para ficar no Timão. Os encontros devem ser na próxima semana.
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