Representantes de Ralf rejeitam acordo com o Corinthians em dívida de R$ 2,8 milhões


A guerra entre Corinthians e os representantes do volante Ralf continua. Desta vez, os advogados dos agentes do jogador rejeitaram uma audiência de conciliação e exigiram a condenação do clube na Justiça para quitar a dívida de R$ 2,8 milhões por conta da venda de direitos econômicos do atleta, em 2012. A briga foi antecipada pelo ESPN.com.br no mês passado.

A reportagem apurou que o Corinthians solicitou ao Poder Judiciário que marcasse uma audiência de conciliação, a fim de exibir provas que comprovassem que o clube não recebeu propostas por Ralf para arcar com a dívida. Só que os representantes do jogador rejeitaram o acordo e exigiram o julgamento antecipado da ação.

Mais do que isso, os agentes de Ralf avisaram ao Tribunal que o Corinthians, de fato, admitiu ser inadimplente no pagamento de seis parcelas de 140 mil euros, mas aproveitaram para ironizar o clube. "Ocorre que o Corinthians resolveu inovar ao negócio entabulado, justificando sua inadimplência em argumentos estranhos às condições livremente pactuadas entre as partes", disseram os advogados do atleta.

"Sustenta o Corinthians, com a única finalidade de ludibriar esse MM. Juízo e procrastinar o pagamento da dívida, que o negócio teria sido firmado sob a condição de que os valores acordados seriam desembolsados a partir de uma negociação do jogador Ralf para um outro clube e, ainda, pelo fato do jogador Ralf manter vínculo laboral até 31/12/2015 os respectivos direitos econômicos estariam preservados. Ao contrário do alegado, não pactou-se qualquer condição que viesse a suspender a transferência dos direitos econômicos para o Réu e os respectivos pagamentos. Por isso, o fato de o Corinthians não receber qualquer proposta para a transferência do jogador Ralf para um terceiro clube não altera o negócio firmado entre as partes, sendo irrelevante a justificar a sua inadimplência", continuaram.

O Corinthians, por sua vez, pediu a realização da audiência para tentar comprovar que não recebeu proposta para negociar Ralf, o que segundo seus agentes não era condição para a inadimplência dos R$ 2,8 milhões.

"Justifica-se a necessidade e pertinência da prova para comprovar que o requerido não recebeu proposta para negociar e transferir os direitos econômicos do jogador Ralf - embora tenha havido a conquista do título de campeão mundial interclubes da FIFA -, fato relevantíssimo que interferiu decisivamente no negócio celebrado com a parte autora e nas tratativas mantidas, pois as condições do mercado futebolístico sofreram drástica alteração, tendo repercutido na negociação realizada entre as partes", avisaram os advogados alvinegros.

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