Jihadistas são mais nocivos para Islã que caricaturas, diz Hezbollah
O chefe do Hezbollah xiita libanês estimou nesta sexta-feira que os jihadistas que realizam atentados no mundo são mais nocivos para o Islã que as obras que fazem piada com Maomé, sem se referir, no entanto, ao ataque contra a revista Charlie Hebdo em Paris.
"Neste momento, é mais do que nunca necessário falar do profeta devido à conduta de alguns grupos terroristas que reivindicam defender o Islã", afirmou Hassan Nasrallah, cujo partido xiita combate os movimentos jihadistas sunitas na Síria com o regime de Bashar al-Assad.
"Através de seus atos imundos, violentos e desumanos, estes grupos atentaram contra o profeta e os muçulmanos mais do que fizeram seus inimigos (...) mais que os livros, os filmes e as caricaturas que injuriaram o profeta", acrescentou o chefe do Hebollah, em um discurso televisivo.
"Os piores atos são os que prejudicaram o profeta em sua história", prosseguiu Nasrallah.
Referia-se, sobretudo, ao famoso romance de Salman Rushdie, "Os Versos Satânicos", pelo qual o autor foi alvo de uma fatwa emitida pelo aiatolá Khomeini em 1989, ao vídeo anti-islã "A inocência dos muçulmanos" que provocou violentas manifestações no mundo muçulmano em 2012; e às caricaturas de Maomé publicadas em um jornal dinamarquês em 2005 e republicadas pela revista Charlie Hebdo.
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