Em estudo, Barbosa propôs 3 critérios para elevar mínimo
Em seminário na FGV, ministro do Planejamento apresentou opções pelo salário médio, PIB percapita ou produtividade.
Uma nova regra para correção do salário mínimo foi objeto de estudos do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, no período recente em que esteve fora do governo. Em maio de 2014, num seminário no Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), ele propôs três critérios diferentes de reajuste: o salário médio, Produto Interno Bruto (PIB) per capita ou produtividade do trabalhador.
O estudo foi elaborado em parceria com o economista Manoel Pires, um dos poucos que Barbosa já confirmou em sua equipe no Planejamento. Ele chefiará a assessoria econômica do ministério.
No documento, eles explicam que a Constituição Federal garante o reajuste do salário mínimo pela inflação mas, num acordo com as centrais firmado em 2006, ficou acertado que esta seria acrescida do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). "A regra atual vale até 2015, quando será discutida uma nova regra para 2016-18."
Uma tabela mostra que, desde o acordo, o mínimo tem atingido valores acima de sua média histórica desde 1940. E que desde 2006 tem crescido, também, acima do PIB, do salário médio real, do PIB per capita e do PIB por trabalhador.
Uma comparação internacional mostra que o Brasil, ao adotar o critério atualmente em vigor, está no mesmo grupo que a Espanha, a África do Sul, a Austrália e o Uruguai. Já entre os países que adotam critérios ligados a fatores econômicos, como produtividade, renda per capita ou expectativa de crescimento estão o Reino Unido, a Holanda, a Rússia e a Coreia.
MSN

