Conta de estádios bate e enfraquece Corinthians, Atlético-PR e dupla Gre-Nal
O Corinthians atrasa salários e não tem como dar garantia bancária que vai pagar um jogador que custa pouco mais de R$ 10 milhões. O Atlético-PR vende os melhores jogadores e quase nada contrata. O Grêmio enxuga o elenco e também tenta vender desesperadamente sua principal revelação. O Internacional se reforça a conta-gotas.
Esses quatro clubes têm, além da penúria atual, algo em comum. Os quatro foram os principais clubes brasileiros que se aventuraram na missão de erguer milonárias arenas (o Palmeiras escolheu um modelo diferente, em que não investiu recursos próprios no Allianz Parque, construído por uma empreiteira que vai explorar o estádio por mais de 20 anos).
E a conta começa a bater agora, em situação agravada com as arenas longe de serem o farto manancial de recursos que prometiam.
O Corinthians até hoje não conseguiu vender os "naming rights" de seu estádio, em Itaquera. Os camarotes também estão encalhados, assim como os assentos mais nobres. O clube tinha o sonho de acelerar o pagamento do empréstimo do BNDES, de cerca de R$ 750 milhões. A ideia era pagar até R$ 100 milhões por ano, mas o clube terá dificuldade até de quitar os R$ 5 milhões mensais, cujo primeiro lote de parcelas vence em julho.
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