Inter vê momento delicado e teme reação da torcida


O que era para ser uma semana tranquila, de euforia e idolatria, se transformou em dias tensos e de preocupação. Ao ser goleado pela Chapecoense na quinta, por 5 a 0, o Inter desperdiçou a chance de colar no líder e de fazer uma partida com ânimo mais leve no domingo, contra o Fluminense, que marcará o reencontro do ídolo Nilmar com o Beira-Rio. Agora, a mesa virou. E o contato com a torcida é visto com apreensão, em meio à busca pelo resgate da "dignidade" da instituição após um revés de proporções não registradas há mais de uma década.

A volta de Nilmar ao seu lar, combinada a um bom resultado em Chapecó e a uma força da meteorologia, fazia a direção do clube projetar até 35 mil pessoas ou, quem sabe, até mais, o que poderia superar o público do Gre-Nal de 10 de agosto, de 37.222 pessoas. A empolgação com o momento do time era tanta que 14 mil ingressos haviam sido garantidos pelos torcedores até a noite de quinta. Normalmente, a procura nesse período é de, no máximo, 8 mil bilhetes. De aliados, os fãs podem passar a críticos.

- Muitos deles acho que podem olhar de uma maneira mais radical, surreal. Pode haver uma revolta. Essa é a dor que a gente também sente. Eu tenho certeza de que eles querem reação domingo, não quer ver o time abatido, pelo pior momento que seja. Não tem outra maneira a não ser olhar para a frente - analisa o meia Alex.

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