O tamanho do vexame: clube boliviano tem só 3% do dinheiro do Atlético-MG e precisou de empréstimo de R$ 310 mil para colocar time em campo
Ganhar a Libertadores é difícil. Mas ser eliminado da forma como o Atlético-MG foi na edição de 2017 é um vexame inédito. Nunca antes uma equipe brasileira havia sido batida em uma série eliminatória por um rival boliviano, e o Jorge Wilstermann nem fica na temida altitude de La Paz: Cochabamba, sua sede, fica a suportáveis 2,5 mil acima do nível do mar.
E mais revoltante para o torcedor do atleticano é ser eliminado por um clube com orçamento que é uma migalha quando comparado ao do clube brasileiro.Na temporada 2016/2017, o Jorge Wilstermann teve receitas totais de US$ 3,481 milhões de dólares, o equivalente hoje a R$ 10,521 milhões. Isso representa apenas 3% dos R$ 328 milhões do orçamento do Atlético-MG para 2017.Por direitos de televisão, o clube boliviano teve receitas, pelo câmbio atual. de R$ 398 mil no ano todo, menos do que ganham em um mês jogadores como Fred e Robinho. A verba recebida por publicidade foi só um pouco maior: R$ 467 mil.
A penúria do time de Cochabamba só não é maior agora graças ao prêmio pela participação na Libertadores, que rendeu mais da metade de todas as receitas do clube, chegando aos R$ 5,625 milhões.
Com receitas tão pequenas, o Jorge Willstermann vivia situação desesperadora nas finanças antes do confronto decisivo contra o Palmeiras. Em junho, o clube precisou fazer um empréstimo de emergência US$ 100 mil (R$ 314 mil) com a Federação Boliviana de Futebol."Pagamos salários e prêmios para os jogadores. Devíamos o mês de abril, agora só o de maio. Parte desse dinheiro também vai para as novas contratações", disse Gróver Vargas, o presidente do clube sobre o que fez com o dinheiro que no Atlético-MG faria pouca diferença.Segundo o site Transfermarkt, especializado em transferências e avaliação de jogadores, o elenco do Jorge Wilstermann na LIbertadores é avaliado em menos de R$ 14 milhões, contra R$ 243 milhões do Atlético-MG.Fora da Libertadores, e também da Copa do Brasil, o Atlético-MG tenta agora reagir no Brasileiro, onde está perto da zona do rebaixamento, na 15ª posição.
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