Maduro enfrenta isolamento internacional crescente


O governo da Venezuela foi condenado nesta terça-feira por 12 países do continente americano por "ruptura" da democracia, e acusado pela ONU de violar os direitos humanos, aumentando seu isolamento internacional após a instalação de uma polêmica Assembleia Constituinte.

Um comunicado do grupo liderado por Brasil, Argentina, Canadá, México e Uruguai, lido para a imprensa pelo chanceler peruano, Ricardo Luna, denunciou "uma ruptura da ordem democrática" no país e não reconheceu a Constituinte e seus atos.

A declaração chega três dias depois de o Mercosul (Mercado Comum do Sul) ter suspendido a Venezuela usando o mesmo argumento.

Mais cedo, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad al Hussein, denunciou o "uso generalizado e sistemático da força excessiva e de detenções arbitrárias contra os manifestantes" e, inclusive, "torturas". O secretário-geral do organismo, António Guterres, disse estar preocupado de que a Venezuela esteja se distanciando da paz.

A Constituinte foi instalada em meio a denúncias de fraude e sem o reconhecimento dos Estados Unidos, da União Europeia e da Organização dos Estados Americanos (OEA).

O governo de Donald Trump impôs sanções financeiras e jurídicas ao presidente Nicolás Maduro e a 13 de seus funcionários e ex-colaboradores, e ameaça com medidas mais drásticas.

"O cerco internacional [...] é necessário para que haja uma mudança política na Venezuela", afirmou Luis Florido, chefe da comissão de política exterior do Parlamento.

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