Governo adia negociação sobre reforma da Previdência para concentrar esforços em pacote econômico


Enquanto tenta aprovar rapidamente as medidas econômicas enviadas ao Congresso, entre elas o aumento da meta de déficit fiscal para 2017 e 2018, o governo adiou mais uma vez a retomada da negociação sobre reforma da Previdência, apesar de manter a aposta na aprovação até o final deste ano, disseram à Reuters fontes palacianas.

“Entrou uma agenda econômica agora que é prioritária. A meta, refazer o Refis, reoneração, o pacote do funcionalismo. Tudo isso é prioritário”, disse uma das fontes.

Depois de conseguir barrar no Congresso a denúncia por corrupção contra o presidente Michel Temer, o governo colocou novamente a reforma da Previdência como prioridade e passou a apostar em ter a Proposta de Emenda à Constituição aprovada na Câmara até a primeira quinzena de outubro.

Mas desde então não houve novos movimentos por parte do Planalto. O governo sabe que, depois da denúncia contra o presidente pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot, perdeu boa parte dos votos que já tinha arregimentado a favor da reforma --mesmo não tendo chegado aos 308 necessários.

Parlamentares da base aliada, em uma primeira contagem depois da denúncia, apontavam para algo em torno de 250 a 260 votos, o que eleva o esforço do governo a encontrar pelo menos mais 80 votos para ter uma margem de segurança na votação.

“Depois de resolvido esse pacote econômico o governo vai retomar aquelas reuniões com parlamentares e o presidente e também com técnicos para tentar recuperar os votos”, disse a fonte.

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