Petrobras pode ter sócia chinesa para tirar Comperj do papel


A Petrobras voltou a apostar na sociedade com investidores chineses para tirar do papel o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), refinaria que já custou 13 bilhões de dólares (cerca de 43 bilhões de reais), mas foi paralisada ainda na fase inicial de obras. Uma parceria começou a ser costurada pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, com a direção da chinesa CNPC.

Oficialmente, a estatal brasileira informa apenas que, como parte de um memorando de entendimentos assinado nesta semana, as duas empresas vão avaliar oportunidades “em áreas-chave de interesse mútuo”, em toda a cadeia da indústria do petróleo, o que inclui a exploração e produção de óleo e gás e também o refino. O acordo inclui ainda a estruturação de um financiamento.

Mas, segundo fonte que acompanha de perto o acordo, a retomada do Comperj está no páreo das parcerias negociadas com a CNPC. Por enquanto, a Petrobras aproveita o desaquecimento do consumo de combustíveis, por conta da crise econômica no País, e a baixa utilização das refinarias, para analisar o melhor modelo de formação de parcerias na área de refino, predominantemente estatal.

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