Delação virou saída para reduzir pena, diz Jacques Wagner sobre Palocci
Dias após Antonio Palocci decidir fazer uma delação premiada, o ex-ministro petista Jacques Wagner disse em Oxford estar tranquilo quanto ao conteúdo possivelmente revelado. Assim como devem estar tranquilos, ele afirmou à reportagem, os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
Wagner, ex-ministro do governo Dilma e ex-governador da Bahia, participava do Brazil Forum, série de debates realizada neste fim de semana em Londres e Oxford.
"Eu não sei o que ele vai falar. Se alguém pode estar tenso, é quem teve relacionamento com ele", disse.
"É difícil que o Lula tenha preocupação. O Lula e a Dilma."
"A coisa do Lula não é o patrimônio. É muito mais fazer política. Inventaram um triplex, um sítio. Dizem que há milhões em uma conta no exterior. Cadê a conta?".
Questionado sobre as razões que levaram Palocci - ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil - à delação, Wagner disse não existir surpresa. "No sistema jurídico que vivemos, a delação virou a única saída para não ficar preso por muito tempo."
Réu em dois processos em Curitiba, Palocci teme que suas penas possam ultrapassar os 30 anos de prisão. A negociação do acordo será feita pelos advogados Adriano Bretas e Tracy Reinaldet.
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