Veleiro Ginga vence no Paulista da Classe HPE na Represa de Guarapiranga


Foram 10 regatas em dois fins de semana, com direito a ventos das mais diversas formas e o campeonato se definindo somente na última prova.

Com muita disputa e técnica, a tripulação do veleiro Ginga, formada por Breno Chvaicer, José Vicente Monteiro, Ronyon Silva e Gabriel Silva comemorou o sexto título Paulista. "Tivemos regatas com ventos fortes, onde há bastante domínio do barco. Como ganhamos três na semana passada, conseguimos administrar. Fizemos o nosso melhor e deu certo. O bom do HPE 25 é que as regatas são muito competitivas e os barcos andam bem próximos. É bem dinâmico", comentou o timoneiro José Vicente Monteiro.

A competição foi disputada na Represa de Guarapiranga, em São Paulo (SP), com sede no Yacht Club Paulista. Nos dois dias de disputa deste fim de semana, as condições foram muito parecidas, com ventos leste predominante em torno de 6 a 7 nós, aumentando um pouco durante a tarde. Neste domingo as rajadas chegaram a 10 nós.

"A Guarapiranga é um lugar difícil porque o vento varia muito, de diferentes intensidades e com rajadas. E foi uma disputa maravilhosa, deu para ter emoção o tempo todo. A classe está com um nível técnico muito alto, com barcos andando praticamente igual e velejadores com grande capacidade tática", destaca Eduardo Souza Ramos, terceiro colocado com o veleiro Phoenix. "É o segundo campeonato que temos aqui e esse foi mais competitivo", completa.

Na penúltima regata do dia, o veleiro Takra venceu com vantagem, embolando a classificação geral e deixando a decisão para a última regata. As tripulações do Ginga e Phoenix entraram na água com uma diferença de apenas um ponto, com o Atrevido logo atrás, na terceira posição. Mas eles começaram liderando e já sonhavam com a vitória.

Nos dois dias de competição, as regatas foram em barla sota com 1,2 milha cada, mesma distância de raias montadas em Ilhabela, por exemplo. "Foi disputado o tempo todo. No primeiro dia, a Ginga ganhou três regatas e disparou. Aí no domingo conseguimos encostar. O Phoenix velejou muito bem ontem e a diferença ficou com cerca de cinco pontos. Nossa missão era ganhar mas, mesmo assim, estou muito contente", destacou Fabio Bocciarelli, comandante do Atrevido, que conquistou a segunda colocação. "Os barcos são praticamente iguais e o que leva em conta é a expertise da tripulação. Tem que velejar enxergando as rajadas de vento e prestar muita atenção", completa.

Beto Hackerott, diretor de vela do Yacht Club Paulista, destaca a importância da competição. "A classe HPE 25 velejando na Guarapiranga tem uma função muito importante e cria o aspiracional para as crianças que começam a velejar aqui, que é o berço de grandes velejadores brasileiros", afirma.

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