RBR contra-ataca: equipe austríaca quer colocar Max e Ricciardo na briga pela ponta
Poucas temporadas na história da F1 foram cercadas de tanta expectativa como a deste ano. A volta dos carros e pneus mais largos e unidades motrizes com quase mil cavalos de potência, bem mais difíceis de serem domados, selecionando melhor os pilotos, iam ao encontro do que a torcida mais desejava, ao lado, claro, de várias equipes poderem lutar pelas vitórias e o título.
Passadas três etapas do campeonato, Austrália, China e Bahrein, o novo regulamento tem a aprovação da maioria. A velocidade dos carros aumentou significativamente e a Mercedes já não ganha tudo na F1, haja vista que Lewis Hamilton, do time tricampeão, é apenas o vice-líder, atrás de Sebastian Vettel, da Ferrari, 68 a 61, bem como os italianos estão em primeiro entre as escuderias nessa luta com os alemães, 102 a 99.
Mas está faltando algo nesses números. A mudança das regras técnicas, este ano, representava o cenário ideal para o engenheiro coordenador do projeto da RBR, Adrian Newey, com seu histórico de dez títulos mundiais, produzir um carro que permitisse a seus capazes pilotos, Daniel Ricciardo e Max Verstappen, lutar pelas primeiras colocações.
Foi assim de 2008 para 2009, quando também houve uma revisão conceitual da engenharia na F1. A RBR havia sido sétima em 2008, no ano seguinte Newey aproveitou a mudança e criou um modelo revolucionário, o RB5-Renault, que concorreu ao título. Ficou em segundo. Perdeu para um carro irregular, o da Brawn GP, com o duplo difusor. Nos quatro seguintes, contudo, os projetos de Newey não deram chance aos adversários, conquistaram tudo.
Este ano, surpreendentemente, não é o que está acontecendo, contra todas as tendências. A RBR andou para trás se comparada ao que fez na segunda metade de 2016, pois em 11 Gps Ricciardo chegou sete vezes no pódio e Max, quatro, obtendo para a organização de bandeira austríaca o vice-campeonato, com 468 pontos, enquanto a Ferrari ficou em terceiro, com 398. A Mercedes dominou a disputa como as duas anteriores. Somou 765.
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