Luan e Bolaños afinam parceria e se revezam na função do "10" no Grêmio
Não é novidade para ninguém o apreço de Renato Portaluppi por um camisa 10. Especialmente pelo seu, o meia Douglas. Por isso a lesão do “maestro pifador” foi vista como catastrófica no início de 2017. Sem a capacidade criativa do meio-campista, o Grêmio passou a se basear em dois jogadores: Luan e Miller Bolaños na faixa central. E a dupla encaixou a movimentação a ponto de render números positivos ao time.
Sem Douglas, sobrou para os dois, ora Luan, ora Bolaños, a recuar e armar o time do Grêmio. E, embora as partidas na qual o equatoriano preencheu o setor, atualmente é o camisa 7 quem atua mais livre. Mais de uma vez, Renato afirmou que não mudaria a maneira do jovem atuar mesmo com a entrada de Barrios, por exemplo. Justamente porque Bolaños tem ficado muitas vezes como o jogador mais avançado do time.
Douglas, após a chegada de Renato, muitas vezes recuava na linha do meio-campo para dar o seu toque de qualidade. Preenchia o setor e dificilmente se deslocava para os lados, embora às vezes o fizesse em busca de espaço para um passe mais elaborado. Atualmente, o time tem em Luan e Bolaños os principais expoentes para repetir esse comportamento - embora outros, como Pedro Rocha, Maicon e Léo Moura, também executam toques mais verticais.
- Para gente é muito importante, dois jogadores que dispensam comentários. Estão em uma crescente no momento certo, estamos muito felizes pelo Miller, sabemos o que ele passou ano passado. Chegou e ficou um tempo sem jogar. Fez a pré-temporada, começou o ano muito bem. E o Luan está bem com ele. Fazem total diferença - explicou o lateral Marcelo Oliveira, em entrevista coletiva nesta quinta-feira.
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