Fachin autoriza inquéritos contra 8 ministros, governadores e dezenas de parlamentares

Ministro Edson Fachin participa de sessão do STF
2/2/2017    REUTERS/Adriano Machado
(Reuters) - O relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, autorizou a abertura de 76 inquéritos contra parlamentares, ministros de Estado e outras autoridades a partir das delações feitas por executivos da Odebrecht, segundo informação de seu gabinete nesta terça-feira.

Dois dos inquéritos foram autorizados com manutenção do sigilo, os demais 74 tiveram seus sigilos levantados.

A lista dos políticos que serão investigados nos inquéritos inclui oito ministros do governo de Michel Temer: Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência da República), Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia), Helder Barbalho (Integração Nacional), Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Blairo Maggi (Agricultura), Bruno Araújo (Cidades) e Marcos Pereira (Indústria, Comércio Exterior e Serviços).

O pedido de inquérito contra o ministro Roberto Freire (Cultura) foi devolvido à Procuradoria-Geral da República (PGR). Outros dois ministros tiveram os pedidos arquivados: Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Raul Jungmann (Defesa).

O ministro Padilha não quis comentar e afirmou que só se pronunciará nos autos, enquanto Bruno Araújo disse em nota que "o sistema democrático vigente estabelecia a participação de instituições privadas por meio de doações" e que manteve "uma relação institucional com todas essas empresas".

Foram autorizados inquéritos ainda para investigar os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) e dezenas de parlamentares.

Ao todo, Fachin determinou o arquivamento de sete pedidos de abertura de inquérito formulados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O ministro do STF ainda devolveu 11 pedidos de investigação a Janot, oito por decisão do relator da Lava Jato e outros três, por pedido do próprio chefe do Ministério Público Federal.

O relator da Lava Jato decidiu remeter 201 petições para outras instâncias do Poder Judiciário para realizar apurações e outras 25 petições foram mantidas sob sigilo.



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