Irritada com Honda, McLaren conversa com Mercedes sobre fornecimento de motor em 2018. E já recebe ‘não’
A crise existente entre McLaren e Honda atingiu um novo patamar. Depois de lavar roupa suja em público, os britânicos já começam a se articular para trocar de motor em 2018. De acordo com a revista alemã ‘Auto Bild’, o acionista Mansour Ojjeh conversou com representantes da Mercedes para iniciar uma negociação. Mas, logo de cara, a equipe britânica já ouviu o ‘não’ dos alemães.
A troca da Honda pela Mercedes seria um grande negócio para a McLaren, que deixaria de usar o pior motor da F1 para contar com o melhor. Especula-se que a diferença de potência entre as duas unidades gira em torno de 50 cv.
A negociação, mesmo sem o ‘não’ imediato da Mercedes, seria muito difícil. A McLaren tem um longo contrato com a Honda, vigente até o fim de 2021. Além disso, a Mercedes não está disposta a fornecer motores para outras equipes – os prateados já são parceiros de Williams e Force India.
Por ironia do destino, a Honda substituiu a própria Mercedes como parceira da McLaren. A equipe de Woking, apesar de ter os melhores motores da F1, estava incomodada por não receber exatamente os mesmos motores que a escuderia de fábrica.
Assim, seguindo uma filosofia do já defenestrado Ron Dennis, a McLaren optou por um acordo com a Honda. A ideia do projeto era alcançar o patamar da Mercedes ao longo dos anos – algo que claramente não está dando certo.
A temporada 2017 da F1 começa em 27 de março com o GP da Austrália. Para a McLaren, esta deve ser a primeira de 20 corridas difíceis.
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