Ex-gerente de posto, Eduardo define seu combustível no Palmeiras: títulos
A primeira experiência de liderança do "filho de Nelsinho Baptista" foi quando ele tinha acabado de sair da escola. O pai comprou, no início de década de 1990, um posto de gasolina em Campinas, onde a família morava, e o deixou sob responsabilidade de Eduardo. Começava ali o aprendizado do hoje comandante do Palmeiras para lidar com um grupo de subordinados.
– Posto de gasolina é complicado. Com 19 anos, eu administrava 18 funcionários – diz o treinador do Palmeiras, que antes de ajudar no negócio do pai ouviu dele o conselho para abandonar o sonho de se profissionalizar como zagueiro e focar nos estudos.
Quase 20 anos depois de seguir a dica, Eduardo continua estudando. Mestre em educação física e ex-blogueiro (passatempo que adotou para unir as lições de casa e o gosto pela escrita), ele tem como próximo passo acadêmico obter a licença A de treinador da CBF, curso do qual é também professor de uma das matérias.
Seu grande desafio, porém, é outro. Em sua quarta temporada na profissão que herdou do pai, cercado de desconfianças iniciais, ele tem a missão de gerenciar a estrelada equipe palmeirense, atual campeã brasileira, e mantê-la no caminho das conquistas. A primeira pode ser a do Campeonato Paulista, cujo mata-mata começa para ele no domingo à noite, no primeiro duelo das quartas de final contra o Novorizontino, fora de casa.
– Ganhar um título paulista daria um upgrade de confiança, combustível, moral, para buscar Libertadores, o bicampeonato brasileiro – avaliou Eduardo, cada vez menos distante da alcunha de "filho de Nelsinho Baptista", em entrevista concedida no começo da semana.
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