Código de silêncio trava apuração de crimes ligados a torcidas organizadas


Em agosto de 2011, o corintiano Douglas Karim da Silva foi encontrado morto no rio Tietê, em São Paulo. Dias antes, ele havia se envolvido numa briga com palmeirenses e desaparecido. Em conversa informal com policiais, amigos de Douglas identificaram dois dos rivais envolvidos no confronto. Na delegacia, porém, voltaram atrás e se recusaram a dar os nomes dos responsáveis em depoimento. Quase seis anos depois, ninguém foi preso.

Em março do ano seguinte, corintianos e palmeirenses voltaram a se enfrentar, desta vez na avenida Inajar de Souza, na Zona Norte da capital. Dois palmeirenses morreram. Para a polícia e o Ministério Público de São Paulo, não há dúvida sobre a relação entre os dois crimes. E que ambos demonstram o modus operandi dessas uniformizadas, que silenciam em frente às autoridades para que possam resolver esses conflitos à margem da lei.

Um sistema herdado do crime organizado, enraizado nessas instituições, de acordo com policiais ouvidos pelo GloboEsporte.com. Essa relação com o PCC (Primeiro Comando da Capital), facção que domina o tráfico de drogas e as cadeias em São Paulo, é uma das linhas da investigação do assassinato de Moacir Bianchi, fundador da Mancha Verde, principal uniformizada do Palmeiras, morto na semana passada.

Leia mais no GE


---------------


Cursos sem mensalidades e 100% online a partir de R$ 29,90
Curso de Empreendedorismo
Curso de Redes Sociais
Curso de Inglês
Tecnologia do Blogger.