Walking Dead esquece trama principal e mostra aliança de covarde com vilão


Por muitas vezes ridicularizado em The Walking Dead, o excêntrico Eugene Porter (Josh McDermitt) se deu bem no 11º episódio da sétima temporada, exibido neste domingo (26), que voltou a deixar a trama principal de lado para focar em um personagem. Agora aliado do vilão Negan (Jeffrey Dean Morgan), ele ganhou status VIP no santuário dos Salvadores, com direito a quarto privativo, videogame (um Atari) e geladeira cheia.

O luxo em meio ao apocalipse zumbi foi uma gentileza de Negan por Eugene se colocar como ajudante na comunidade. O falso cientista, porém, usou sua lábia rebuscada, cheia de termos técnicos, para enganar o vilão, repetindo a mentira dita anteriormente ao grupo liderado por Rick Grimes (Andrew Lincoln). Disse que na era pré-apocalipse fazia parte do Projeto Genoma Humano e que possui doutorado. O máximo que ele conseguiu, na verdade, foi ser professor de ciências no ensino médio.

Eugene não se deixou levar pela ilusão de uma noite na companhia de três das cinco mulheres de Negan, encontro incluído no pacote de boas-vindas. Duas delas tentaram seduzi-lo com o objetivo de incentivá-lo a fazer duas pílulas fatais para matar outra mulher de Negan e o próprio vilão. Ao perceber a armadilha, Eugene se mostrou fiel ao seu novo líder e até aceitou a afronta dita pela dupla, que o chamou de covarde.

Novamente, Walking Dead dedicou um episódio a um único personagem, sem acrescentar muito à trama principal na reta final da temporada. Mas concentrar em Eugene foi interessante, pois deu para entender mais sobre suas motivações, de uma forma bem divertida.

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