Trio-de-ferro troca técnicos medalhões por jovens: três currículos, dois títulos
Esqueça currículos fartos, salários milionários e frases feitas. Ao olhar para os bancos de reservas dos três grandes clubes da capital paulista, serão vistos, guardadas as devidas proporções, técnicos inexperientes em times desse porte, no início de suas carreiras.
Nada de Tite, Luxemburgo, Muricy, Mano, Cuca ou Oswaldo, figurinhas fáceis e vitoriosas nesses ou noutros tempos. Corinthians, Palmeiras e São Paulo têm caras novas. Ou seminovas.
Fábio Carille foi auxiliar dos últimos técnicos do Corinthians. Ganhou uma efetivação-relâmpago após a demissão de Cristóvão Borges, e, agora, com o adeus de Oswaldo de Oliveira, sem grande convicção da diretoria, que tentou outros nomes, tornou-se plano A para 2017.
O Palmeiras perdeu Cuca, um dos principais responsáveis pela conquista do Brasileirão, e respondeu com um dos mais cotados da nova geração: autor de trabalhos destacáveis no Sport e, no ano passado, na Ponte Preta, Eduardo Baptista herdou um gigantesco e milionário elenco e terá de mostrar que já tem cacife para lidar com ele.
– A pressão é grande, mas o treinador tem que estar preparado, alheio a tudo isso, focado no campo. É uma relação muito estreita. Com resultados bons, a pressão diminui, mas não acaba. Sempre vou me preocupar com o trabalho em campo, com soluções táticas e técnicas – disse Eduardo Baptista, o "veterano" do trio, aos 46 anos, e de passagem frustrada pelo Fluminense entre 2015 e 16.
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