Reunião entre presidente do Timão e Andrés termina sem consenso político
O presidente Roberto de Andrade retornou nesta segunda-feira da viagem aos Estados Unidos e reencontrou o Corinthians fervendo. Em reunião com o ex-presidente Andrés Sanchez, à tarde, no Parque São Jorge, o mandatário ouviu reclamações e sugestões, mas ainda não há uma decisão sobre o futuro político do clube.
De acordo com pessoas próximas, Roberto, mesmo pressionado, não tem qualquer intenção de renunciar ou pedir afastamento do cargo em virtude da pressão feita por conselheiros e associados. Existe a possibilidade de uma nova reunião com Andrés na terça-feira.
O ex-presidente diz ser contra um processo de impeachment, mas defende uma mudança de postura de Roberto de Andrade. O atual deputado federal (PT-SP) quer que Andrade se aproxime de outras alas do clube e aceite que outras pessoas sejam ouvidas nas decisões, principalmente para esfriar o processo de impeachment que corre no Conselho Deliberativo.
Andrés não admite, mas as mudanças poderiam recolocar no Corinthians antigas lideranças, caso do ex-diretor de marketing Luiz Paulo Rosenberg. O Timão está sem um representante do setor desde a saída de Marcelo Passos e na semana passada ainda perdeu o diretor Gustavo Herbetta, que entregou o cargo.
Andrade, a princípio, não está convencido das mudanças e reluta em abrir a direção. No futebol, por exemplo, Alessandro Nunes ocupa a função de gerente e homem de confiança do presidente. Andrés e outras alas políticas defendem que o clube seja mais agressivo no mercado de negociações, diferentemente do que acontece agora.
A dificuldade financeira vivida pelo Corinthians nos últimos meses também é motivo de críticas de oposicionistas. O clube tem dificuldade para pagar fornecedores e manter em dia os salários dos funcionários. Na soma do departamento de futebol e do clube social, a folha de pagamentos chega a R$ 12,5 milhões.
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